Você convive ou conhece algum jovem ou adulto analfabeto?
Na sua opinião o que poderia ser feito para ajudá-lo?
Segundo o Relatório de Monitoramento Global, há no
mundo 774 milhões de adultos que não dispõem das
competências elementares para ler, escrever e calcular,
dos quais 64% são mulheres. Esse número é calculado a
partir de levantamentos em que as pessoas declaram se
têm ou não essas competências. Se essas competências
fossem medidas diretamente, sem dúvida o número de
analfabetos seria muito mais elevado.
Três quartos desses analfabetos concentram-se em 15
países, entre eles o Brasil e outros sete do E-9. Na maior
parte dos países não houve redução do número de adultos
analfabetos, no decorrer da última década. Destaca o
Relatório que entre os 101 países que se encontram mais
distantes da alfabetização universal, 72 não conseguirão
diminuir em 50% a taxa de analfabetismo de adultos até
2015.
Entre os países do E-9, o Brasil apresenta taxa de
analfabetismo semelhante à da China, Indonésia e
México. Em relação aos outros países sul-americanos
mais populosos, a taxa brasileira é equivalente apenas à
do Peru e pior que a dos demais. No país havia em 2005
cerca de 15 milhões de analfabetos absolutos, ou seja,
pessoas que declaram não saber ler e escrever um
bilhete simples. Isso corresponde a 11,1% da população.
O analfabetismo é mais elevado nas pessoas de mais de
60 anos (taxa de 31,1%), na região Nordeste (21,9%), na
zona rural (25%) e na população negra ou parda (15,4%).
Relatório de monitoramento de educação para todos Brasil 2008: educação para todos
em 2015; alcançaremos a meta? – Brasília : UNESCO, 2008.